segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cult de Vanguarda Pseudo-Intelectual

Cult de Vanguarda Pseudo-Intelectual

Pour L’ Annelise

Não leia, na verdade não tem nada que interesse a ninguém e nem a mim. É uma porção de bobagens que encontro nos percalços da história. De que história?
Da minha e de mais ninguém... só faz sentido pra mim e como não ando tendo o que fazer, vou digitar para a posteridade! Eu que falo e muitos amigos falam e poetas, filósofos, psicanalistas, e Zé Ruelas falam também.
Acontece que me preocupo com a morte e junto com a morte vem à imortalidade. Quero aqui salvar muitas pessoas da morte, não sei se muitas delas querem ser imortais, mas acho que só faço isso, porque eu sim quero, quero a imortalidade.
Se escrevo é pra me sentir viva, se vivo não sinto a morte, se penso na morte escrevo, desejo ser imortal!
Os textos fazem parte do caderninho de bêbado 2008.















Dostoiévski
“A coisa mais feia desse mundo é a realidade.” Dostoiévski via cruamente a aspereza do universo à sua volta. Sim, “o negócio é guiar-se racionalmente pelo egoísmo.”
Essa também passou a ser minha dúvida: “A grande dúvida está em saber se uma consciência sem Deus leva ao desastre e legitima a tudo.”
Imagina o homem, todos os homens da humanidade sabendo que Deus realmente não existe, será o caos talvez. Mas péra! Estamos no caos, então já sabem que Deus não existe ou Deus existe no caos? Hum, não consigo estabelecer um raciocínio lógico, passamos para o próximo tópico...
Mas olha só outra coisa que ele fala: “A consciência não deixava de atormentar os indivíduos com seus gritos.”
“Se Deus não existe, tudo é permitido.” Mas como é doloroso ser dono de si........

Octávio Paz
Paz é um filósofo mexicano, no livro Labirinto da Solidão ele fala sobre a sociedade mexicana. Mas eu fico a pensar se a sociedade mexicana gosta desse livro. Percebo que serve para a sociedade brasileira também.
Sobre a mentira:
“Mentimos para nos colocar- mos ao abrigo dos intrusos. A mentira é um jogo trágico em que arriscamos parte do nosso ser. Por isso sua denuncia é estéril.”
“O simulador pretende ser o que não é. Sua atividade reclama uma improvisação constante, um ir sempre adiante, entre areias movediças. A cada minuto é preciso refazer, recriar, modificar o personagem que fingimos, até que chega um momento em que a realidade e a aparência, mentira e verdade se confundem.”
“Se, pelo caminho da mentira, podemos chegar à autenticidade, um excesso de sinceridade pode levar-nos a formas refinadas de mentira.”
Sobre o amor:
“Quem sofre de amor exibi suas feridas diante da amada. (...) Ao mostrar-se, convida a que o contemplem com os mesmos olhos piedosos que se contempla. O olhar alheio já não o despe; cobre-o de piedade.”
“E ao se apresentar como espetáculo e pretender que o olhem com os mesmos olhos com que ele se vê, ele se evade do jogo erótico, põe a salvo o seu verdadeiro ser, substitui- o por uma imagem. Subtrai sua intimidade, que se refugia nos seus olhos que são apenas contemplação e piedade de si mesmo. Transforma-se na sua imagem o no olhar que a contempla.”
Sobre o desejo:
“O desejo é uma pergunta, cuja a resposta não existe.”
Sobre a mulher:
“(...) a mulher não é apenas um instrumento de conhecimento, e sim o próprio conhecimento. O conhecimento que jamais possuiremos a súmula de nossa definitiva ignorância: o mistério supremo.”
Jorge Larrosa (sei lá eu que é)
“É experiência aquilo que nos passa, ou nos toca, ou nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma. Somente o sujeito da experiência está, portanto, aberto a sua própria transformação.”

Giannetti
Sobre o capitalismo, sobre grana, sobre como tudo isso atua no indivíduo, no consciente, inconsciente...
Uma discussão sobre o capitalismo entre um psicanalista e outro lá... Achei um debate interessante, mas não leiam, é chato:
“(...) Dizer que o capitalismo fez isso ou aquilo, impõe isso ou aquilo... é preciso tomar cuidado para não tornar sujeito uma abstração. O único sujeito que eu conheço é o indivíduo.”
Em resposta........
Ab’ Saber
“Eu discordo. Um psicanalista pressupõe um sujeito que ‘não existe’, o inconsciente, de que a consciência individual não dá conta. Mas sabemos que o inconsciente existe. É possível, haver sujeitos abstratos que não estão encarnados no indivíduo. E um exemplo é o capital, que produz essa dinâmica de sugar todos para o campo do dinheiro e do mercado.”
“Mas o problema é que a ordem de todo o poder do mercado suga essas potências humanas.”
“A ideologia de todo o poder e de toda a existência pelo hábito de consumir deixa as pessoas doentes, tanto do ponto de vista dos que tem dinheiro quanto dos que não têm. Os que tem perdem todos os parâmetros de valores humanos; os que não têm se despedaçam nessa tensão.”
Denise Polini
Sobre a mente das pessoas da contemporaneidade
Disse uma vez que a “mente da contemporaneidade é de reconhecer e não de fluir”. Ou seja, as pessoas já viram tudo, conhecem tudo, olham, simplesmente olharam, mas não fluem, não discorrem, nem escorregam, sobre as coisas... é bem essa linguagem “internética”, onde tudo é fragmentado, onde tem guerra no oriente médio, um presidente negro no EUA, uma crise mundial, mas ninguém sabe falar exatamente sobre nada... Mas aí que está o problema, as pessoas acham que sabem tudo, mas só sabe um chamado, uma negrito!
Mario Quintana
“Amar é mudar a alma de casa.”
Shakespeare
Sobre uma longa noite de balada e de ressaca, resolvi assistir Romeu e Julieta, a versão antigona... Anotei umas coisas:
Sobre amor:
Julieta para Romeu, “ensina as tochas a brilharem”
Romeu beija Julieta e ela diz: “agora estou contaminada pelo pecado de seus lábios. Mas que pecado mais doce! Devolva-me..............” (que lindo isso, meu Deus)
Romeu diz: “Ri das chagas quem jamais foi ferido”
Romeu disse que ama Julieta e faz um juramento, Julieta responde: “Não jure pela lua, essa tão inconstante. Ao menos que seu amor sofra dessa forma de ser tão volúvel.”
Um padre disse: “As mulheres caem quando nos homens não tem firmeza.”
Romeu: “Os mensageiros do amor devia ser os pensamentos.”
“Prazeres violentos têm fins violentos”


Paulinho da Viola
“O mar não tem cabelos para que eu possa agarrar.” Nossa.....
Michel Houellebecq “A Nostalgia das Estrelas”
http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/844653
Sobre a modéstia:
“(...) a modéstia é, assim como a auto- estima exagerada, um julgamento errado, e que portanto não deve ser incentivado em ninguém.” Acho que foi Sherlock Homes.
Sobre o desejo do homem:
“O desejo de violência no homem, em particular seu desejo de violência coletiva, seu lado animal de rebanho, se satisfaz diante das revoluções e das guerras.”
Sobre o futebol:
O futebol é o maior substituto da guerra. Pois, assim como a guerra a “liberação de adrenalina real. Também permite a reconstituição da identidade nacional lúdica (aquelas que antes serviam para iniciar e conduzir as guerras).”
Sobre a democracia:
“A democracia reduz o homem, que pode degenerar para um despotismo infantilizador. Para Tocqueville, a coisa mais inconveniente em uma democracia, é a transformação de uma sociedade em um rebanho obediente, uniforme, de indivíduos não ligados entre si, unicamente ocupados com sua saúde e seu prazer. (...) é a impossibilidade do aparecimento e do desenvolvimento de indivíduos fortes.”
Sobre os loucos e excêntricos:
“Quando essas individualidades fortes aparecem, apesar de tudo, se elas quiserem sobreviver, se elas quiserem acabar seus dias em outros lugares que não hospitais psiquiátricos, ou muito mais raramente em uma prisão, elas só tem uma porta de saída, uma única saída socialmente aceitável: lançar-se a uma carreira artística.”
Sobre a arte:
“A arte tem um funcionamento diametralmente oposto ao da democracia. (...) as frustrações ligadas ao surgimento da democracia temos um remédio que é a arte.”
Sobre acreditar-se na superioridade:
“Sobre o domínio da cultura norte- americana: ‘ quando estamos plenamente, visceralmente convencidos de nossa superioridade, acabamos por convencer os outros. E, o que é mais extraordinário, acabamos nos tornando realmente superiores.”
Charles Baudelaire
“Entends, ma chère, entends la douce nuit qui marche.”
Poéticas Visuais, Dante Velloni
Sobre o Conceito de arte:
O conceito de arte é tão concreto quanto à matemática:
Arte= Forma
Conteúdo
Forma= arte x conteúdo
Arte= arte x conteúdo
Conteúdo
Arte= Arte
Óóóoóóóóoooooooo Parabéns Anne!
Um tal de João A. Frayze Pereira
Sobre o Outro:
“Homem e mulher, branco e negro, senhor e servo, civilizado e índio. O outro é um diferente e por isso atrai e atemoriza. É preciso domá-lo e, depois, é preciso domar no espírito do dominador o seu fantasma, traduzi-lo, explicá-lo, ou seja, reduzi-lo, enquanto realidade viva. (...) O outro sugere ser decifrado para que seus lados mais difíceis do meu eu, do meu mundo, de minha cultura sejam traduzidos também através dele, do seu mundo da sua cultura. Através do que há de meu nele, quando, então, o outro reflete a minha imagem espelhada e é às vezes ali onde eu me vejo. Através do que ele afirma e torna claro em mim, na diferença que há entre ele e mim.”
Sobre a identidade:
“E é na diferença sensível existente entre o eu e o outro que se afirma a identidade.”
Merleau- Ponty
Sobre tu e eu, filosoficamente, intelectualmente, cult(imente) falando:
“(...) Ocorre assim um espécie de recíproca limitação simultânea. Tu tomas a minha imagem, minha aparência, eu tomo a tua. Não és tu, uma vez que me vês e eu não me vejo. O que me falta é esse eu que tu vês. E a ti, o que falta é tu que eu vejo. E, por mais que avancemos no conhecimento um do outro, quanto mais refletirmos, mais seremos outros...”
Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem
“De lá de dentro, da escuridão, como se ouvisse através de um travesseiro, escutou lágrimas. (...) E Joana recebeu beijos angustiados, pelos olhos, pela boca, pelo pescoço.
Joana enxugou com as costas das mãos o rosto umedecidos de beijos e lágrimas.
Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim.
Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão...
O movimento explica a forma. E na sucessão também se encontrava a dor porque o corpo era mais lento que o movimento de continuidade ininterrupta.
Futuro do Presente
Para se ter uma visão, a coisa não precisava ser alegre, ou triste ou se manifestar. Bastava existir, de preferência parada e silenciosa, para nela se sentir a marca. A marca da existência......
Walter Franco
“Quem puxa aos seus não degeneram. Não degeneram.”
Manuel de Barros
“O menino que carregava água na peneira.
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito porque gostava de carregar água na peneira.
No escrever o menino viu que era capaz de ser noviça, monge ou mendigo ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens...
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios com as suas peraltagens e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos.”
Hoje eu desenho o cheiro das árvores..............................
Milan Kundera
Sobre a imortalidade:
“Todos viviam na transcendência, no superar-se a si, as mãos estendidas para o infinito, para o final de suas vidas, e mesmo para o além, em direção à imensidão do não- ser. Como já disse, onde quer que esteja a morte, a imortalidade, sua companheira, está com ela.”
Entrevista com o verde, Carlos Contente
“Homem: Você poderia estar segura que tem uma existência em si mesma?
Verde: Creio que minha existência se dá na consciência de quem me percebe.
Homem: Então é só eu fechar os olhos, você desaparece e termina a entrevista?
Verde: HAHAHAHAHA Não. Aí eu permaneço como registro na sua memória.(...)”
Danibob
Conversas do bar. Nossa como é difícil existir e sustentar ser quem sou:
“Ser quem eu sou, é duro, pois eu pago um preço por isso. Afeta meu corpo.”
“A diferença é comum em um mundo paralelo ou incomum. Esse jogo é arriscado. É para pessoas corajosas.” Anotei isso sem entender, sabe quando você anota uma coisa pra ler depois, mais tarde... Mas agora entendi! Isso explica a “mesmice” da vida... A falta de ousadia, o medo pelo diferente........
Felipe Labruna
Histórias de bar:
“A História nos mostra que para que os povos evoluíssem os seres humanos sempre se matam e causam dores mútuas. Dessa forma, os períodos de paz não passaram de entreatos. Vivendo (...) como que aguardam ansioso o início de um espetáculo circense, sem saber que inevitavelmente o destino nos prepara. Não nos conformamos com todos os sofrimentos que nos acometem.
Seguindo a mesma linha de raciocínio de Schopenhauer, acredito que nós, seres humanos, estamos fadados, de uma forma ou de outra, do pranto à desgraça, do sofrimento e a dor. Porém, que sentido terá a existência se não fossem nós angústias constantes e inevitáveis?? Se vivêssemos em um mundo de fadas em que os chopps chegassem gelados as nossas mesas, nossos instintos sexuais fossem plenos e satisfeitos a todo instante e nossas penas fosses inexistentes, morreríamos de tédio e nos enforcávamos. Dessa forma, nosso paraíso tão logo se transformaria em um inferno.
Assim, cabe a nós aceitarmos que somos verdadeiros combatentes da desgraça e que nosso plano existente não poderia ser melhor (??).
Para que não caibamos na desilusão completa devemos absorver todos os ensinamentos possíveis, pois já que a morte é inevitável, não sabemos o que ocorrerá depois dela.
Felipe Labruna disse depois: “não acreditem que sou pessimista apenas alguém que acredita no valor e no porquê de nossos prantos e lições.
Talvez um dia cheguemos à conclusão de que só o amor e a compreensão mútuos nos confortarão e que o orgulho não levará a nada.”
- Não tenho considerações é isso e pronto!
Luiz Carlos A. Costa
Sobre as árvores:
“É o caso da árvore. A raiz ninguém liga, mas ela que sustenta, é o cérebro da planta. Quem me dera ver uma árvore de ponta cabeça, aí sim aos nossos olhos ela estaria correta, com a cabeça em cima... Mas esconde o que tem de mais formoso, suas raízes. (...)
O pum dela é o ar que respiramos. O órgão sexual, a reprodução é o fruto que comemos. O cérebro está enterrado.”
Mayra Carolina Oliveira
Sobre ela, para um bando de desconhecidos:
“Quando eu era bem pequenininha, ouvi uma vozinha que dizia: ‘Viva um dia de cada vez! ’ Aí eu vivi. Hoje não tenho nada. Só estórias, assim ó: bastante estórias. Dessa aí, Vixe Maria, tenho uma porção delas.”
Sobre a Anne concedendo esperanças:
Anne, você é responsável pelo aquilo que cativas. Pense nisso, vá ao banheiro e depois me fala...
Para um homem, uma mensagem que explica como ela é:
“...tenho medo sempre de chegar no real! É culpa dessa vida escorregadia que escolhi como minha! Vida descolada, gigante, covarde, doce e perdida! É leve... há uma leveza, sim, insustentável! ”
Sobre a escrita da Glaucy:
“Ela está caindo, caindo, caindo e não está percebendo. Está escrevendo pra se sentir viva.”
Sobre um homem especial:
“Ele não é fragmento é todo que deseja. Ele é mesmo. È ser. Ele sabe ser como eu não havia conhecido ninguém.”
Cauane
Sobre a incompreensão da falta de objetividade:
“Não quer falar, não fale! Mas não me obrigue a entender...”


Annelise e Carol
Conclusão da conversa de bar:
Você paga caro para viver sua existência. O amor paga caro por ser amado, e infelizmente por amar.
A gente sempre acaba assim, né?! No âmago do amargo ser!
Dói-me essas conversas, chute na boca do estômago!
Por que essa sinceridade? Por que, heim?
Porque nos encontramos no amargo!
Por que tristeza?
Tristeza!
A gente se sustenta em escorregar!
Zilda
Ouviu em algum lugar que algo impossível seria como “(...) desenhar suas pernas e o barulho do elevador”
Sobre uma conversa com a psicóloga:
-“ ‘Estou cheia de me sentir vazia’. Estou escorregando...
- Mas por quê? Perguntou a analista
- Eu não sei! Respondeu Zilda
- Está vendo, sua resposta é infantil!”
“O amor- amor: é doce
O amor- paixão: é amar mais o amor que o próprio amor.”
Annelise Faria Costa
Sobre a vida:
“Porque a vida é assim, um espanto. Espantar-se deve ser considerado como válido, pois causou o que antes não causaria e se antes não causou é porque meus olhos somente viram e ver não é sempre olhar. Óbvia definição, não?”
“Dantesca a fome de se devorar. Mas não tenho fome e sim vontade de devorar... Canso das pessoas. Elas são burras, estúpidas, dessa estupidez nasce o desamor. Ninguém ama ninguém, e também não é amor próprio. Parece, mas não é. É sempre uma vontade de não se sentir tão idiota... Assim como eu faço.”
Sobre 2008:
“É impossível premeditar algo. Mas na vida têm que se ter alguns objetivos. Não são objetivos pautados na exatidão, são rumos a perseguir, caminhos a trilhar...
Esse ano colhi muitos tesouros e guardei-os na parte mais preciosa de mim.
Ano estranho, conturbado e muito tranqüilo (ao mesmo tempo).......(...)”
Sobre uma dedicatória:
“Ao Marcel do céu. O homem que carrega a imensidão do céu em seu nome... Então devo lhe chamar de Marcéu?” Depois vim a pensar que o Mar também faz parte da imensidão.
Sobre a dor da alma:
“A dor da alma é atemporal. Ela não tem tempo. Você sente, é de dentro pra fora. Mas não é dor...é sentimento, uma coisa explicável quando não se tenta falar.
O tempo psicológico é incontável, interior. Eu não escorrego pra dentro!”
Sobre reticências:
“Reticências é lembrança. Imagina....”
Sobre o propósito:
“Sei sentir que vem chuva.
Sei ouvir a água caindo no chão quando escorrida na aurora e no orvalho.
Sei não ter propósito.
Sei ter despropósito.
Sei correr da poesia para agarrar o dia.
Sei beber num copo vazio o som da melodia.
Mas não sei se o que eu faço é certo.
Talvez me faltasse propósitos...”
Sobre alguém de um sonho:
“Se eu ficar me apegando as pessoas por todos os lugares que eu passo, estarei fadada a ser uma eterna dependente, infeliz, com o coração cravado no concreto.”
“Ah que tempestade se deu em meu coração agora. Eu que andava tão tranqüila.
Isso é uma bosta.... as vezes tenho vontade de arrancar a pecinha de dentro de mim que me faz ter esses sentimentos...”
Sobre o que estou escrevendo:
Cult de Vanguarda Pseudo-Intelectual (integrantes do site www.terraoca.com.br)

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