Essai sur le vent
I. Au-dessous
Ela, se ocupava em ampliar a alma enquanto o mundo que se ocupa de apequená-la...
A moça gostava era de ficar na janela e observar quantos tons de verde o sol brincava com a cor da grama a fim de confundi-las se eram realmente verdes ou se eram também amarelas. Gostava de imaginar que o vento fazia as árvores dançarem A morte do Cisne. Gostava de observar as nuncias do imprevisível vento e como eram os balançares melodiosos de seus sopros...E de todos os observares da natureza através daquela janela, era o vento que ela mais se identificava...
Ela nunca sentiu realmente o vento a balançar seus cabelos a soprar sua nuca e a cheirar o seu perfume, ela apenas gostava de observá-lo pela janela, assim poderia imaginar que o vento era também dança e música... O vento bailarino que é corpo. O vento músico. O vento orquestral.. As vezes ela percebia que uma folha dançava quando o violino tocava, e a outra dançava quando os trompetes se iniciavam. Havia também aquelas mais ousadas que dançavam toda a canção ao entrar de todos os instrumentos, mas haviam outras que permaneciam paradas. Essas eram as pausas entres os acordes da canção.. A música que é feita do silencio é o vento que ela imaginava ser feito de canções.
"Quais músicas dançam as árvores?"
" Quais canções sopram os ventos?"
"Como são as levezas de uma pluma o simples dançar das copas das árvores?"
E assim passava o dia a pensar e a imaginar o vento.
II. Au-dessus
Ele se ocupava em instalar antenas enquanto o mundo se ocupava de ocupá-las...
O moço acreditava nas alturas, acreditava que podia amarrar tudo em suas antenas. Ele achava que podia amarrar o falar, amarrar o amar e também amarrar o instante único e impalpável do próprio tempo...
Sobre as antenas ele via toda a cidade e gostava de imaginar quais seriam as conversações que passavam por elas...O cálculo exato para necessidade de uma antena era a soma da vontade com a ausência do abraço, a cada parafuso pregado era um encontro que ele permitia. O moço se orgulhava de seus cálculos matemáticos que não considerava os números e sim os sentidos, os sentimentos,a subjetividade dos indivíduos que ele não conhecia. Seu trabalho consistia basicamente em calcular a aproximação entre "vontade de" com o "falar a"...
Em cima das antenas sua única companhia era o vento.
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