segunda-feira, 2 de abril de 2012

No onibus sem desculpas

As vezes eu tenho vergonha de ser ser humano.

Tenho notado que cada vez mais todas as pessoas tem sido intolerantes. Não aceitam mais nenhum pedido de desculpas. Vira e mexe eu piso sem querer no pé de alguém, peço desculpas e não obtenho nenhuma resposta. As pessoas simplesmente não olham na minha cara, nem para me xingar, nem para dizer que eu não amassei seu pé precisando levar urgentemente ao médico para amputação do membro.

Hoje no onibus ocorreu algo do mesmo teor e me deu uma dó tão grande do motorista, que até agora está difícil de engolir.

Algumas pessoas deram o sinal para descer do ônibus no ponto que estava se aproximando. Desceram uma, duas, três pessoas e uma senhora que estava nos últimos degraus levou uma baita susto, pois a porta estava quase fechando seu nariz para o lado de fora. O motorista não viu (obviamente) e todos os passageiros (inclusive eu) gritei para o motorista abrir a porta. Com razão a mulher ficou brava com o motorista. Ela o xingou de mal educado, começou a berrar. O motorista muito assustado se desculpou com as mãos juntas e o rosto de cão sem dono. A mulher não deu a mínima e o xingou mais ainda...

Tudo bem, a mulher teve razão em ficar nervosa... Mas não aconteceu absolutamente nada com ela, ela não perdeu seu nariz... o motorista não saiu andando com ela sendo arrastada e todos gritando "pare". Foi um erro completamente humano. O motorista estava sozinho no carro, tendo que passar os bilhetes, recolher as passagem, parar nos pontos solicitados, etc. Isso não justifica o seu descuido, mas justifica o fato dele ser um ser humano passivel de erros.

Vivemos em mundo que não se deve errar e que pedir desculpas não é mais questão de perdão é só a confissão de que se é distraído e aceita estar sujeito a ser julgado por qualquer atitude erronea e enganosa que teve.


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