quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Hay dias...

Todos os dias que vejo minha avó sei que ela amplia a solidão. O dia fica velho, mas os velhos escurecem nos dias. Isso é a solidão.
Mas o que gosto mesmo é de palavras e hoje, mais do os outros dias dos ontens, descobri, que todas as palavras não sabem o que dizem. Elas são invenções fictícias da história, apenas para denominar o abstrato. Mas o abstrato não precisa de denominação, ela é a própria denominação.
"Urubus não trepam no abstrato"
Andei tão sozinha hoje que achei que tinham me esquecido, como um viajante esquece o lápis no Polo Norte.
Minha avó dormia enquanto eu estremecia...
E quanto as palavras, são meras palavras, palavras não contabilizam o que quero realmente dizer... Então hoje sou de palavras soltas...
Um pássaro tirou fotografia do absurdo.
Pesquei a voz do silêncio.
Cai nas superfícies dos inconcretos.
Abstrai feridas aveludadas.

Escrito 13/04/2011

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