Estou nos piores dias da existência.
Naqueles que me pergunto:
"Quem sou eu?"
E recebo como resposta
Uma pontada de angústia na alma.
É só uma necessidade de expressar o que, dentro, voluptuosamente, é a lava violenta do meu coração.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Conjugação verbal II
Conjugação verbal II
A professora diz: 'Eu' é a primeira pessoa do singular.
Cresci, brinquei, tirei 10 nas provas, mas só entendi a conjugação dos verbos quando sofri por amor.
Quando amei, passei a conjugar o verbo no 'nós'. Nós, a primeira pessoa do plural.
Eu, sem entender nada de gramática. Achava mais interessante o plural. Afinal é sempre mais do que um.
Só aprendi gramática quando amei e sofri por amor.
Me perdi no 'nós'. Conjuguei tudo na primeira pessoa do plural.
Nós dormi, nós comi, nós fiz xixi, nós amei.
Tem alguma coisa estranha na conjugação desse verbo.
Percebi: cadê Eu?
Hoje, aprendi onde o 'Eu' está na primeira pessoa do singular.
Para não mais sofrer por amor, precisei rever meus livros de gramática.
Por que a professora me passou de ano?
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Hay dias...
Todos os dias que vejo minha avó sei que ela amplia a solidão. O dia
fica velho, mas os velhos escurecem nos dias. Isso é a solidão.
Mas o que gosto mesmo é de palavras e hoje, mais do os outros dias dos ontens, descobri, que todas as palavras não sabem o que dizem. Elas são invenções fictícias da história, apenas para denominar o abstrato. Mas o abstrato não precisa de denominação, ela é a própria denominação.
"Urubus não trepam no abstrato"
Andei tão sozinha hoje que achei que tinham me esquecido, como um viajante esquece o lápis no Polo Norte.
Minha avó dormia enquanto eu estremecia...
E quanto as palavras, são meras palavras, palavras não contabilizam o que quero realmente dizer... Então hoje sou de palavras soltas...
Um pássaro tirou fotografia do absurdo.
Pesquei a voz do silêncio.
Cai nas superfícies dos inconcretos.
Abstrai feridas aveludadas.
Escrito 13/04/2011
Mas o que gosto mesmo é de palavras e hoje, mais do os outros dias dos ontens, descobri, que todas as palavras não sabem o que dizem. Elas são invenções fictícias da história, apenas para denominar o abstrato. Mas o abstrato não precisa de denominação, ela é a própria denominação.
"Urubus não trepam no abstrato"
Andei tão sozinha hoje que achei que tinham me esquecido, como um viajante esquece o lápis no Polo Norte.
Minha avó dormia enquanto eu estremecia...
E quanto as palavras, são meras palavras, palavras não contabilizam o que quero realmente dizer... Então hoje sou de palavras soltas...
Um pássaro tirou fotografia do absurdo.
Pesquei a voz do silêncio.
Cai nas superfícies dos inconcretos.
Abstrai feridas aveludadas.
Escrito 13/04/2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Dia estranho
Quantos sonhos sinistros essa noite.
Sonhei que minha irmã estava chorando porque foi "bolinada" por um
policial. Fui correndo no trabalho dela para ajudá-la, mas quando entrei
no carro minhas pernas eram curtas e não alcançava os pedais.
Acordei com o coração disparado.
...
Não me lembro que horas acordei, mas sei qual é a hora pelo barulho do
dia. Não sei explicar como sei disso, mas sempre acerto a hora. Tenho
ouvidos apurados.
Há quase três semanas atrás assisti o filme
Melancolia. Fiquei muito impressionada com o filme. Aquele universo de
sonhos. A probabilidade de morrermos por um desastre natural. Sempre
sonho que morro em um tsunami. No filme, morreremos com o choque do
planeta Mecancolia na terra. O curioso é que no filme há um som, um
ruído de fundo cada vez que Melancolia chegava mais perto da terra.
E
por incrível que pareça, nessa manhã estranha, ouvi aquele mesmo ruído.
Fiquei em pânico. Sem mobilidade na minha cama. Pensando que hoje o dia não
ia nascer. E que por mais que o sol quisesse, hoje ele seria apagado
por algum planeta muito maior.
O medo, chama o medo...
Antes de
dormir, minha mãe havia dito que está acontecendo um fenomeno estranho
na minha casa: todos os porta retratos estão quebrando misteriosamente.
Pensava: "meldeus, tem um espírito ruim aqui!"
Não queria me sentir sozinha e me confortava com o meu pai tossindo no quarto ao lado.
Mas quando meu coração estava se acalmando. Ouço um galo cantando. Um
galo doido que não cantava "cocoricóóó", como os outros galos. Ele
falava alguma coisa, seu canto era diferente, ele começava com "cocóri" e
depois falava uma outra coisa que não entendia bem.
Como hoje é
minha folga, não precisei levantar tão cedo. Me esqueci... Lembrei
agora, dentro do ônibus. Me deu um ataque de riso..
Dia estranho!
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